Em Barcelona, Pontos Verdes ampliam reciclagem do lixo problemático

Você sabe o que fazer com aquele computador velho que não atrai nem o técnico de informática que poderia reaproveitar as peças? E com o isopor gigante que saiu da caixa da TV recém comprada? A cada dia descartamos mais objetos complicados, que não se enquadram nos recipientes de coleta seletiva tradicionais, os coloridos de amarelo (para metal), vermelho (plástico), azul (papel) e verde (vidro).

Pois há alguns anos, Barcelona, Espanha, implantou os chamados Puntos Verdes, centros de descarte para o lixo incomum ou complexo. Eles se dividem em três tipos: de bairro, zona, e os móveis.

Os primeiros são dedicados a moradores, os segundos ao comércio; os últimos operam através de caminhões que circulam pela cidade atendendo às pessoas que não podem ou não querem deslocar-se.

Ou seja, até quem não estiver disposto a uma caminhadinha de 15 minutos pelas calçadas perfeitas da cidade pode se dar o direito de esperar a coleta em casa.

Classifica-se o lixo que chega aos Puntos Verdes em:

  • Reutilizáveis: itens que podem ser imediatamente reaproveitados, como roupas, calçados e cartuchos de impressora vazios
  • Recicláveis: eletroeletrônicos, óleo de cozinha e pneus de pequeno porte
  • Especiais: itens exóticos, compostos de vários materiais ou perigosos, tais como as latas de spray de tinta e os diversos tipos de pilhas e baterias

Descartá-los nesses centros é garantia de que passarão pela triagem adequada e terão o melhor destino possível. Mas não param aí e ainda prestam outros serviços. Para os donos e donas de casa que gostam de tudo organizado, por lá também se pode descolar sacolas coloridas (para a seleção doméstica do lixo), bolsas de compra reutilizáveis feitas de tecido (em substituição às mal afamadas sacolas plásticas) e ainda distribuem um manual que é uma mão na roda.

Por exemplo, não sabia o que fazer com embalagens tipo Tetra Pak; por fora, de papel e, por dentro, película de metal. No livrinho, aprendi que podia colocá-las nas latas amarelas normais, destinadas a metal.

No fim do período que passei em Barcelona, voltei a morar no meu antigo endereço, no Flamengo, Rio de Janeiro. Desde então, já cansei de rodar só para descartar um punhado de pilhas velhas. É verdade, havia uma cesta verde, própria para isso, em frente à minha casa, mas por um bom tempo ela andou, digamos, desaparecida…

A COMLURB, operadora local, informa que a coleta seletiva funciona em parte da cidade e é feita apenas semanalmente.  Fiz uma busca no site da empresa. Até tem uma lista de locais de descarte de baterias: mas não é nada amigável.

Se refere a bairros, sem fornecer endereços e usa códigos que só urbanistas conhecem, ou alguém aí sabe o que é AP1 (para os íntimos, Área de Planejamento 1)?

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